burning fire

TriShi

receptacle-of-darkness:

Um mínimo sorriu brotou em seu rosto, gostava de ouvir seu nome sendo dito pela voz dela, somente. Levou a mão livre aos fios castanhos, tão sedosos ao toque quanto se lembrava. Queria agradecer, mas não conseguia… Seria egoísta ser grato pela morte de alguém. 

“Pois tenha… Arrependa-se amanhã” Voltou a sussurrar, arrastando os lábios pela face dela, queria conter-se, mas não conseguia. Nem ele tinha tanto auto controle assim, não quando era tão necessário tocá-la “Por hoje, que tal irmos para casa?”

|| Sentiu borboletas no estômago, pela primeira vez depois de muuuito tempo. Bem, já que ia se arrepender mesmo… levou as māos ao rosto dele, puxando-o para perto, e o beijou, transbordando de desejo e deixando-se levar. Deixaria os arrependimentos e os ‘por que eu fiz isso…?’ para o amanhecer. No momento, só queria sentir. Afinal, talvez fosse apenas um sonho, como tantas outras vezes.

(Source: shi-kha)

posted on 2/3/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

TriShi

receptacle-of-darkness:

O ruivo se aproximou com cautela, arrastando-se silenciosamente pelo banco. Queria tocá-la, abraçá-la, mesmo que isso significasse estragar o pouco que tinha reavido naquele momento. O toque era tão necessário quanto o ar.

Deixou que a cabeça fosse jazer de encontro à lateral da garota, os lábios muito próximos de sua orelha. Deixou que um suspiro escapasse depois de longos cincos segundos, onde esperara que ela o empurrasse. Era assustador o quão nervoso ainda ficava com a proximidade, sentia o estômago pular e dar voltas. Não tinha borboletas lá, e sim malditos macacos, fazendo-o querer vomitar. 

A mão que ainda segurava a corrente foi de encontro à destra de Shikha, depositando ali a joia, quando a soltou, abaixou um a um os dedos femininos sobre a mesma, fazendo-os segurá-la. Um longo e desconfortável silencioso se seguiu ao gesto, quando finalmente conseguiu falar, o timbre era rouco e baixo “Desculpe” Pediu outra vez, soando frágil, verdadeiro. Arrependia-se de machucá-la, mesmo que para isso tivesse de reconsiderar a decisão que outrora parecera tão certa…

…No entanto, não poderia afirmar que se arrependia da vida que findara tão cedo.

|| Um arrepio percorreu sua espinha. Era muito sensível em qualquer área perto do pescoço, e a situaçāo nāo ajudava nem um pouco. Nāo se mexeu, porém. Nāo tinha a coragem, nāo tinha a valentia de se manifestar. Que aproveitasse os segundos que a pele dele encostava na sua novamente. “Eu te perdoo, Tristan…” Quase o chamara de Shadows, mas só chamava assim o garoto que amava. “Queria tanto te ter de volta…” Passado um segundo, se arrependeu de ter dito aquilo, mas era tarde demais.

(Source: shi-kha)

posted on 2/2/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

TriShi

receptacle-of-darkness:

As sobrancelhas franziram-se, dando um ar pensativo e carrancudo ao ruivo, o bico involuntário que se formara em seus lábios contribuía com a expressão um tanto infantil, deslizou o rosto para o lado, deixando-o visível. Sim, queria que ela lhe dedicasse um daqueles sorrisos, aqueles que eram dirigidos apenas à ele, no entanto, como faria aquilo? “Gostaria de ser capaz de fazê-la sorrir, mon amour, mas como?

“Eu sempre fui. Entristece-me saber que acabei fazendo o mesmo com você” Não poderia concordar mais com as palavras de Shikha. Monstro, era o que decidira ser no momento em que escolhera a escuridão e não se arrependia, contudo nunca quis o mesmo para ela ou, ninguém. Era um caminho árduo para ser trilhado sozinho “Desculpe” Suplicou, sentindo o nó em sua garganta ceder. 

|| “Eu não lembro como é…” Se sentia velha e decrépita, por dentro. Ela abraçou os joelhos, lentamente, com apenas metade do rosto descoberto. “Eu não sei, eu não sei mais como é.” Pois é, bons tempos. Apenas fez que sim com a cabeça depois de um longo tempo. Não queria chorar de novo.

(Source: shi-kha)

posted on 1/31/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

TriShi

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Uma ínfima ponta de esperança nasceu em seu interior e, por um momento, ele hesitou em apagá-la. A confissão dela havia acalentado os sentimentos do rapaz, mas não esperaria mais do que aquilo “Odeio vê-la assim, odeio vê-la chorar e me odeio por machucá-la… E ainda assim, há uma parte doentia em mim que gosta de saber que suas lágrimas também são por mim” Acabou imitando os movimentos dela, estendendo os braços sobre o piano, apoiando a cabeça sobre eles. Poucas vezes quis tocá-la tanto quanto aquele momento, mas duvidava que fosse ser capaz de consolá-la e não se atreveria a tentar. Tinha medo de afugentá-la.

Um suspiro antecipou-se em sua garganta, soando como um gemido “É tarde para pedir desculpas, mas ainda assim quero desesperadamente dizê-las, faria delas um mantra se fossem funcionar, se consertassem o que nos tornamos…” A voz foi sendo abafada aos poucos, sentia-se envergonhado, e sendo o bom covarde que era, escondeu o rosto nos braços. Ela não precisava ficar ciente da humilhação refletida em seu olhos.

|| “Por que não pode me fazer sorrir de novo, então?” Ah, era tudo tão difícil. Em nada lembravam os adolescentes despreocupados e apaixonados de Queen’s Valley. Estava exausta de tudo aquilo, só queria que acabasse, de uma maneira ou de outra. “Nos tornamos monstros, não é? Monstros frágeis e quebrados, mas monstros.”

(Source: shi-kha)

posted on 1/31/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

TriShi

receptacle-of-darkness:

“Não, não é. É apenas uma lembrança do meu fracasso com você” Havia cuspido no próprio orgulho vezes demais nos últimos dias, jurara que não faria outra vez, que ela viria até ele, que sua participação naquele drama estava no fim. No entanto, ali estava, sentado, pisando no pouco que restava de si mesmo por ela “Você é importante pra mim” Disse entre um suspiro, sentia-se cansado. Desejava findar aquilo de uma vez e ir para casa, talvez aceitasse o conselho de Edgar e bebesse um pouco. Não se permitiu ter esperanças em momento algum.

|| Senti tanto a sua falta, meu amor… E então ele a havia soltado. Tudo poderia estar bem, mas ele se recusava a entender. “…você também é importante para mim, infelizmente, já que tenho chorado mais nos últimos meses do que chorei a minha vida inteira.” Colocou os braços sobre o piano, já fechado, e afundou o rosto neles. Não tinha energia para falar sobre aquilo, não mais.

(Source: shi-kha)

posted on 1/31/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog
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Legend of Korra / Assassin’s Creed mash-up

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Legend of Korra / Assassin’s Creed mash-up

posted on 1/31/2013, with 142 notes (source: sugarsweetkat) — reblog

TriShi

receptacle-of-darkness:

Nunca havia tido problemas em ser ignorado, passar despercebido. Preferia o anonimato à ter de lidar com pessoas desnecessárias, no entanto, irritava-no quando provinha de pessoas com as quais se importava. Apesar de não ter certeza se preferia ser ignorado ou receber a fúria da garota. Talvez a fúria, pelo menos, era algo…

Acompanhou o olhar dela, dedicando alguns momentos para apreciar seu astro favorito. De fato, se não fosse pela presença de Shikha poderia passar a noite toda ali, apenas observando-a, absorvendo-a… Mas não poderia desperdiçar o momento, já era hora de finalizar aquele drama “É bela” Murmurou em tom rouco, mas já não se referia a Lua.

Pisou em seus nervos, trancando-os junto com todas as outras sensações que seriam desnecessárias naquele momento. Com calma aparente, depositou o colar - o mesmo que havia pego dos pés dela dias atrás - sobre o piano, sem uma palavra sequer. Os dedos ainda tocavam a ponta da corrente, enquanto a outra mão jazia sobre uma das coxas, apertando-a, podia sentir a faca levemente pressionada contra seu pulso. Tocava duas das maiores lembranças do indiano. Algo que o pertencera em vida e a outra, que causara sua morte.

|| “Realmente.” Nāo havia desviado seu olhar. Remanesceu imóvel, até escutar o barulhinho metálico, e olhou muito rápido. O coraçāo foi parar na garganta por um longo segundo, mas se conteve. “…pode ficar. Tenho certeza que é importante para você.”

(Source: shi-kha)

posted on 1/31/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

TriShi

receptacle-of-darkness:

Com exceção das duas palavras que recebera em resposta, estava, deliberadamente, sendo ignorado. Talvez fosse algo bom - a atitude passiva - ou, talvez, apenas estivesse enojada demais para dirigir-lhe alguma atenção… A segunda opção fez com um nó se formasse na garganta do ruivo e, outra vez, engoliu em seco. Permaneceu parado, sem mexer um mísero dedo, apenas esperando, sem saber ao certo o que fazer.

Shikha tratou de preencher o incômodo silêncio com música, fazendo-o grato por isso. Teria mais alguns minutos para organizar seus pensamentos, dissipar o caos… Mas nunca fora bom em manter-se calmo com ela próxima. Mais uma maldita vantagem que ela possuía… Como se amá-la não fosse o bastante. 


Tentou concentrar-se apenas nos movimentos das mãos delas, na melodia constante, no entanto não conseguia evitar desviar o olhar para o rosto dela. Não havia admirado-a desde que a vira, e agora parecia o momento certo para se dar a esse luxo. Sem que se desse conta, Shadows sorria enquanto a encarava.

|| A cançāo pareceu demorar o triplo do que o normal. Tocava de olhos fechados; já conhecia o caminho preto e branco de cor. Depois do que pareceu uma eternidade, a última nota vibrou, e Shikha manteve uma das māos levemente suspensa, como se saboreasse o último suspiro na sala. Finalmente, a abaixou e ficou encarando a lua, perfeitamente visível pela janela. Lua cheia, quando dobradores de água têm mais poder do que nunca. Praticamente sentiu a tatuagem nas suas costas, gritando por suas origens mas presas por algo inexplicável naquele maldito lugar chamado Fantasia.

(Source: shi-kha)

posted on 1/31/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

TriShi

receptacle-of-darkness:

A melodia havia feito um bom trabalho em trincar seus sentimentos, no entanto, não tivera efeito algum quando comparada à aura que cercava a mulher sentada em frente ao piano. Sabia que grande parte daquela melancolia era culpa sua, se não toda ela… Era estranho - e doloroso - se forçar a pensar na outra como outro ser humano, apenas. Era difícil não ser possessivo, não chamá-la de sua. 

Ficou um bom tempo ali, parado, antes de pensar em se mover. Deu dois passos antes de estacar outra vez, a canção que Shikha iniciara era deveras nostálgica para que não se abalasse, sem que se desse conta, estava outra vez abraçando o próprio corpo, contendo a avalanche de sentimentos. Queria gritar para que calasse a boca. Queria abraçá-la e, acima de tudo, queria não sentir. 

“É uma bela canção” Foi tudo o que conseguiu dizer de início, engoliu em seco, dando alguns passos em direção a garota, ocupando a outra extremidade do banco “Mas acho que já sabia disso” Pela primeira vez desde que se reencontraram não sentia raiva, apenas… Amor.

|| Repentinamente, parou. Sentiu o ruivo na sala, e a voz ficou entalada na garganta. Nāo mexeu os dedos nem um centímetro; sem o piano, desmoronaria. “Pois é…” replicoi baixinho. Nāo sentia vontade de falar, e tampouco de se mexer. Fingiu que ele nāo estava mais ali e recomeçou a tocar. Encha a cabeça de música, Shikha. Só de música…” Suas māos deslizavam pelas teclas. Precisava se concentrar, e, no momento, aquele piano era tudo o que existia. Tentou seu melhor para ignorar a proximidade de Tristan.

(Source: shi-kha)

posted on 1/31/2013, with 20 notes (source: shi-kha) — reblog

|| aqui no aguardo dos opens divinos pra eu turnar loucamente ||

posted on 1/28/2013, with 1 notereblog